Criptococose causa fatalidades em Brasília

Segundo estudos da Fundação Oswaldo Cruz, a letalidade do fungo chega a 40%, número equiparado aos registros do continente africano. Dados obtidos apontam que ocorrem 20 casos por ano na capital do Brasil.

Estão sendo investigadas, no centro de pesquisa da Fiocruz, os motivos dessa alta taxa de mortalidade em Brasília, cidade na qual possui diagnóstico e tratamentos adequados. “Ainda não há explicações para o fato de a taxa do DF ser elevada. Estamos estudando o porquê isso acontece” explica o coordenador do Programa de Epidemiologia e Vigilância em Saúde da Fiocruz, Vitor Laerte. A doença afeta o sistema respiratório e nervoso.

Laerte afirma que se os pacientes forem da mesma casa, trabalho ou região pode indicar o início de um surto. O professor e diretor do Instituto Qualittas, Francis Flosi, afirma que o Cryptococcus neoformans quando se hospeda no corpo, apresenta sintomas tais como: corrimento nasal sanguinolento, dispneia respiratória, desorientação e ataxia. Em algumas hipóteses, pode haver convulsões, surdez e cegueira, como no caso do professor de educação física de Cuiabá, Luciano Marcelo de Campos que é deficiente visual há dez anos por ter inalado o fungo apresentado no ar devido às fezes do pombo onde se proliferam.

“O fungo vive no meio ambiente, sobretudo em madeira em decomposição. Ele também foi encontrado na poeira domiciliar e em viveiros de pássaros domésticos. Não adianta eliminar o pombo, pois o fungo continuaria existindo. Há pessoas que desenvolvem a doença e outras, não, ainda estamos estudando isso. Inalamos fungos o tempo inteiro”, aponta Laerte. O pedido de dedetização desses animais subiram aproximadamente 25%, segundo as empresas que fazem o serviço na região do DF. Pessoas com baixa imunidade ou portadoras do vírus HIV são predominantemente contaminadas.

Eliana Bicudo, coordenadora de Infectologia da Secretaria de Saúde, orienta a não alimentar esses pássaros urbanos e não acumular lixo que chamam a presença desses animais. “Em algumas quadras do Plano Piloto, pombos habitam o parapeito dos apartamentos. Já tive pacientes que tiveram a doença só por abrir a janela, já que as fezes estavam presentes”, adverte.

(Fontes: Correio Braziliense/ Folhamax)

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