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Estudo aponta os impactos de animais domésticos nas praias

O verão chegou e nada melhor do que passar o dia com a família em uma bela praia. Com o papel significativo que os cães e gatos apresentam na vida humana, esses, por muitas vezes, são inclusos nas viagens para o litoral. Mas o que dizem os especialistas sobre a presença canina nas areias da praia?

No artigo publicado na edição 137 da revista Clínica Veterinária, cinco médicos-veterinários investigaram as consequências da presença dos cães nas praias. Em diversas cidades litorâneas têm uma fiscalização nas praias durante o verão que, de acordo com as leis sancionadas, impedem a presença dos animais de estimação. Mesmo com placas sinalizando a proibição de levar os animais à praia, muitas pessoas ignoram o aviso e coloca em risco a saúde de humanos como, também, da fauna terrestre e marinha do bioma costeiro.

O bioma das regiões litorâneas tem um papel importante para a fauna brasileira. “A grande biodiversidade dessas áreas faz com que muitos organismos dependam de forma direta ou indireta dos ecossistemas costeiros, utilizando-os essencialmente como locais para reprodução, alimentação e refúgio”, aponta o estudo.

A presença de animais domésticos, principalmente os cães, nas praias brasileiras gera um questionamento pelo potencial impacto que essa atuação pode causar nas suas condições naturais. “Não podemos priorizar o lazer da fauna doméstica de companhia (exótica) em detrimento da fauna nativa brasileira, tanto marinha quanto terrestre”, explica o estudo. Os pesquisadores questionam sobre a potencial ameaça para a fauna nativa terrestre e marinha com a inclusão de animais domésticos nas praias, como também a propagação de doenças e contaminações da areia por conta dos cães presentes nesses locais.

A contaminação ambiental acarretada por dejetos de animais domésticos nas praias e em espaços de lazer público pode oferecer riscos à saúde única. As condições favoráveis da região litorânea possibilita o desenvolvimento de diversas parasitas, como a Ancylostoma caninum e a Toxocara canis. Essas zoonoses parasitárias trazem complicações irreversíveis à saúde humana.

Segundo o estudo, o segundo problema que os cães e gatos mais acometem na rica fauna nativa da região litorânea é a eficiência de dispersão, rápido crescimento e por serem exímios predadores. Tanto o cão doméstico quanto o gato doméstico são carnívoros do topo da cadeia alimentar que, ao deixar a vida doméstica e reintegrarem de forma exótica no ambiente selvagem natural, são potenciais ameaças à fauna nativa pela sua capacidade predatória.

O Instituto Smithsonian de Biologia da Conservação e o Departamento de Pesca e Vida Selvagem, ambos dos Estados Unidos, mostram que os gatos domésticos errantes são capazes de aniquilar em média 2,4 bilhões de aves; 12,3 bilhões de mamíferos; 478 milhões de répteis e 173 milhões de anfíbios anualmente, só no país norte-americano.

Os impactos causados pelas espécies não nativas podem ser agrupados em cinco categorias: predação; concorrência com outras espécies; introdução e manutenção de enfermidades; distúrbio ambiental físico e químico; e acasalamento com a fauna nativa. Dependendo de quais espécies e ambientes serão afetados, os impactos provocados podem ser de interesse ecológico ou econômico, ou de ambos, podendo ser reversíveis ou irreversíveis.

Para atender o apelo da população de locais que permitem o acesso de animais domésticos, o estudo concluí que “uma alternativa é a criação de locais específicos em praias que não possuam fauna marinha ou terrestre” e que os tutores se comprometam em manter seus animais sob guarda, visando reduzir os danos ao ecossistema local e garantir a segurança dos animais, dos banhistas e do meio ambiente.

Fonte: Revista Clínica Veterinária (p. 18 a 23)

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